Cia. da Solidão

Afaste-se, esqueça-me:
estou em má companhia,
na cia. da solidão.
E por que não estaria,
se devolvo a rejeição
da meia amizade,
do meio respeito?
Daquele direito
de não ser metade,
como não abrir mão?

Dispenso então,
quem diz que ama,
mas ofende de graça.
Dispenso então,
quem diz que gosta,
mas ignora o que passa
comigo,
negando abrigo
ao que faço
em seu coração:
colhendo minhas flores,
condenando meus frutos
à podridão
da ilusão
de seus olhos maus.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s